Tequila,
café e cigarros exatamente nessa ordem me preenchiam. Aquela velha história do
amigo engarrafado me era completamente aplicável, não havia companhia melhor.
Porque eu não desejava conversar, pessoas se preocupam demasiadamente e eu não
precisava de especulações, conversas enfadonhas e repetir tudo o que estava
acontecendo comigo. Não. Eu não quero falar sobre isso. Isso o quê? Se eu
tivesse noção do que era. Acontece que esses dias estão tortuosos e eu não
desejo levantar-me daqui, a poltrona já adquiriu o formato do meu quadril e a
TV me dá o entretenimento necessário para continuar trancafiada aqui. Sossego é
o que eu quero. Desde que ele fora embora eu ouço versos que me falam sobre
amores arruinados, o coração já não bate, esquecera completamente o tal do
Tum-tum-tum. Será que o coração bate assim? Há algum tempo que não sei como ele
reage, porque os dias estão vazios. Sabe toda aquela ideologia de que é
possível viver sozinho? Pois é. Acreditava nisso piamente porque ele estava ao
meu lado, agora que se foi tudo é cinza. E eu chorei um oceano inteiro essa
noite. Eu precisava esvaziar. Porra eu preciso ser internada.
Pâmela Marques da
Silva











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